A Tiara Brasileira que pertence à Suécia

Yes, nós também temos tiaras históricas… E magníficas! Estamos acostumados a suspirar por joias incríveis que pertencem às rainhas europeias e de outras regiões do globo, mas aqui mesmo em terra “brasilis” há relíquias que valem a pena a gente conhecer. Uma delas é um esplendor de arte, conhecida e reverenciada pelos amantes da alta joalheria, a Tiara Bragança, também chamada de Tiara Brasileira.

É provável que você nunca tenha ouvido falar dela e a razão é bem simples. A joia não está no Brasil. A preciosidade pertenceu à família real portuguesa e à imperatriz brasileira Amélia, segunda esposa de D. Pedro I, após a morte da Maria Leopoldina. Quando Amélia morreu, em 1873, sua única filha já tinha falecido e a tiara foi deixada como herança para a sua irmã, Josephine, que era rainha consorte na Suécia.

É por isso que hoje essa autêntica relíquia é considerada patrimônio desse país. Oficialmente a joia pertence ao tesouro sueco e fica sob a guarda da Bernadotte Foudation, e só quem tem a permissão de usá-la atualmente é a Rainha Silvia. Que aliás, é exemplo de mulher elegante e que sabe usar as joias de modo a destacar e valorizar a sua posição como soberana.

A joia e mede 12,5 cm de altura por 50 cm de largura, sendo composta por desenhos de arabescos, folhas e flores, todos com diamantes encrustados e montados sobre uma estrutura de ouro e prata. É uma tiara alta e imponente, mesmo tendo um design bem feminino e delicado. Combina perfeitamente com brincos grandes, pois não diminui a sua importância mesmo diante de outras joias mais glamourosas. É o caso típico de uma peça que não teme nada, aonde vai arrasa e conquista todos os olhares.

Foi fabricada no século XVIII e modernizada em 1820, quando foi dada de presente a segunda esposa de Dom Pedro I e nossa segunda imperatriz.  É uma das preferidas da Rainha Sílvia, que a usa tradicionalmente em grandes jantares de estado ou, então, em fotos oficiais. Uma bela inspiração para noivas poderosas e que buscam um contraponto imponente e romântico.

Beijo, beijo!

Miguel Alcade

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *