A tiara de Murat

Eu não tenho nenhuma dúvida de que uma tiara muda a maneira como você se comporta – seja você uma noiva, madrinha ou convidada de um evento onde brilhar seja imperativo.  Reservada às ocasiões mais especiais, as tiaras acenam para um luxo altivo, onde a mulher não basta apenas ter, mas ser. Afinal, ela é o grande símbolo da feminilidade grandiosa, que não pede passagem: chega e se instala.

Talvez por essa razão as tiaras de pérolas sejam sempre solicitadas e estejam sempre em alta no desejo das mulheres. Ao longo da história de joalherias várias peças confeccionadas com pérolas se tornaram célebres. Mas há uma muito especial por sua beleza e representatividade, a Tiara Murat.

A concepção dessa joia foi toda planejada para dar suporte a três grandes pérolas. Criada por Joseph Chaumet em 1920, foi presente de casamento do príncipe Alexandre Murat (1889-1926) e Yvonne Gillois (1894-1961). As pérolas já pertenciam à família Murat e eram consideradas um tesouro excepcional, especialmente a gema cravada no centro da joia. Também pudera: se trata de uma pérola natural em forma de botão de barroco, com mais de 75 quilates (75,84 quilates para ser exato ou 303,37 grãos). Sem dúvida, uma raridade até mesmo entre as joias mais luxuosas.

Duas pérolas grandes em forma de botão e naturais, foram adicionadas aos lados da gema central para dar equilíbrio e vivacidade à tiara. A família também forneceu a maioria dos diamantes usados ​​para cravejar as folhagens do desenho que recheiam o aro da joia.

O título da família Murat remonta ao reinado de Napoleão I, quando Joachim Murat (1767-1815) surgiu através das forças armadas e se casou com a irmã de Napoleão, Caroline Bonaparte. A família mantinha uma posição de destaque na sociedade francesa e, na época da criação dessa tiara, usava a preciosidade em diversos eventos da corte.

Em 2012 toda essa grandeza foi posta à prova quando a tiara foi leiloada na Sotheby’s por cerca de US $ 2.500. Uma maravilha que fará feliz outras rainhas contemporâneas e seguirá seu curso brilhando através da história.

Beijo, beijo!

Miguel Alcade

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *