Uma lapidação muito preciosa

O luxo é feito de pequenos grandes detalhes, já repararam? É por isso que vivo de olhos bem abertos buscando enxergar o que há por trás de um objeto que está acima dos padrões. No caso das joias, além do verso e reverso da peça, é sempre necessário observar atentamente a qualidade da pedra, sua cor, tamanho e também o corte, que chamamos de lapidação.

No caso dos diamantes, uma em especial tem despontado com força principalmente entre as noivinhas poderosas: o corte Ascher. Quadrado, o corte é feito geralmente em pedras maiores, pois é feito em camadas que dão um brilho ainda mais glamouroso a gema. Não se trata de uma novidade, muito pelo contrário, pois já existe há muito tempo, mas que agora voltou aos holofotes graças à onda vintage que invadiu a joalheria contemporânea.

O corte foi criado em 1902 por Joseph Asscher, proprietário da Asscher Diamond Company, nada menos que o artesão que teve a honra e a enorme responsabilidade de cortar um dos diamantes mais famosos da história, o Cullinan. O joalheiro recebeu a encomenda de lapidar a pedra bruta dada ao rei Edward VII em seu 66º aniversário, e decidiu cortá-la em pedras menores para ser incorporadas nas históricas joias da coroa. O diamante Cullinan foi cortado em nove pedras grandes e 96 pequenas. A maior, de 530.20ct, ficou conhecida como Cullinan I e tem forma de gota. Já a segunda, de 317.4ct, o Cullinan II, recebeu um corte semelhante a almofada, que ficou conhecida com o nome do artesão.

Como o corte Asscher não foi patenteado, ao longo do tempo tornou-se um termo universal para descrever um corte quadrado com 58 facetas. Especialistas dizem que o brilho extra dessa lapidação está em suas longas facetas que criam uma impressionante ilusão óptica quando o diamante é visto de cima.

O mais famoso diamante com essa lapidação pertencia a Elizabeth Taylor, ostentando 33.19ct de um brilho indescritível. Um trabalho que, sem dúvida potencializou espetacularmente o brilho do diamante, criando uma joia inigualável, um objeto de desejo atemporal que até hoje nos inspira e faz sonhar.

Beijo, beijo!

Miguel Alcade

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